sábado, 30 de abril de 2011
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Siddhartha
« [...] perfeitamente gracioso no seu porte, amado por todos, sendo a alegria de todos, não tinha qualquer alegria no seu coração. Sonhos e pensamentos perturbadores vinham até ele, flutuando nas águas do rio, cintilando nas estrelas da noite, fundidos nos raios do sol; sonhos e inquietude de alma vinham até ele, diluídos no fumo dos sacrifícios, suspirados nos versos do Rig-Veda, escorrendo dos ensinamentos dos velhos brâmanes.»
Hermann Hesse.Siddhartha Um poema Indiano. Tradução de Pedro Miguel Dias. Casa das Letras. 1ª Edição, 1998, p. 13
quarta-feira, 20 de abril de 2011
A vida das histórias
Sei a vida diferente das histórias. Sei os amigos vagamente parecidos com fadas madrinhas ou duendes mágicos. Sei do rio corre para as terras por trás do arco-íris.
Sei isso.
Sei que a vida diferente das histórias. Sei os inimigos parecidos com monstros ou fantasmas que nos parecem sempre mais fortes. Sei das dores que paralisam como um raio que nos acerta em cheio. Sei das feridas que não fecham, nem com pensos, nem com remédios. Sei da força mágica de um abraço. Sei da beleza dum dia de Primavera. Sei do poder duma mão que se entrelaça noutra.
Sei isso.
Sei isso.
Sei as ilusões que se desmoronam como castelos de cartas. Sei as certezas que caem por terra com um simples sopro. Sei dos dias que planeamos perfeitos e correm "apenas" diferentes das histórias... e, no entanto, tão importantes na vida
terça-feira, 19 de abril de 2011
Amor,Amor,Amor porque insistes em vir quando não estou preparada, quando não há ninguém por quem te sentir.
Quando a única coisa que o mundo faz é desprezar-me e ignorar-me e não quer saber daquilo que lhe posso oferecer. Quando almas se estraçalham entre paredes de vidro, onde passam os sentimentos que são alvo de escárnio social. És um pesadelo e fazes sofrer...PORQUÊ?
"Vai, tu consegues!"
Quero fugir do mundo, esconder-me da maldade das pessoas,do seu coração podre,da sua inveja.
Poder gritar livremente sem ter que ser repreendida. Matar-me se for necessário...mas quero fugir deste mundo.
Poder ser só eu, num universo meu...
Viver livremente sem ter que ouvir vozes cortantes e estridentes que me oprimem e proibem de ser eu.
Não quero ninguém a despedaçar-me o coração, a deitar-me abaixo.
Quero alguém que me ouça e diga "Vai, tu consegues!".
Marta Silva
Poder gritar livremente sem ter que ser repreendida. Matar-me se for necessário...mas quero fugir deste mundo.
Poder ser só eu, num universo meu...
Viver livremente sem ter que ouvir vozes cortantes e estridentes que me oprimem e proibem de ser eu.
Não quero ninguém a despedaçar-me o coração, a deitar-me abaixo.
Quero alguém que me ouça e diga "Vai, tu consegues!".
Marta Silva
Para sempre era uma vez o amor de pedro e Inês
Em tempos que já lá vão
Para fazer uma aliança
Deu o Rei de Espanha a mão
De sua filha Constança
Veio com criadas e amas
Uma comitiva real
Com soldados, lordes e damas
Casar com D. Pedro de Portugal
Com a princesa vinha Inês
Caracóis soltos ao vento
E com as duas o revês
Um futuro de Tormento
Ao chegar a Portugal
Todo o povo em alegria
Gritava pela princesa real
Que seria rainha um dia
Tremia ansiosa a princesa
Para conhecer seu marido
Tamanha era a incerteza
De ser tirano ou um querido
D. Constança:Ai meu pai, será que ele vem?
De certo, se arrependeu!
Será que algo lhe aconteceu?
Rei de Espanha: Minha filha, tem calma,
ele foi teu prometido,
De certo não se terá esquecido!
Lá vem ele!
Rei de Portugal: Sê bem vinda minha futura nora.
Rainha: Espero que sejas feliz como rainha de Portugal e que
Me dês muitos netos.
D. Constança: Obrigado meu sogro. Espero estar a altura de
Tamanho cargo, prometo honrar meu marido e dar –
Vos muitos netos.
D. Pedro: (Dirigindo-se a Inês) E vós quem sois?
O que vos traz a esta reino?
D. Inês: Sou Inês de Castro, senhor e venho acompanhar D.
Constança. Fomos criadas juntas e somos como irmãs.
Rainha: Pois que sejam bem vindos a este reino.
Rei de Portugal: Que tragam
Paz e amor a este povo.
Mas ironia da vida
Ou do destino talvez
Ficou Pedro apaixonado
Não por Constança mas por Inês
Quando o rei se apercebeu
Do que estava a acontecer
Mandou Inês para longe
Foi para Coimbra viver
Rei de Portugal: Soldado, leva Inês para bem longe,
Rainha: Não a queremos voltar a ver.
Soldado: Sim, meus senhores.
Inês junto com seus filhos
Em Coimbra sossegada
Vivia à espera de Pedro
Que sempre a visitava
Viviam um amor proibido
Uma grande e louca paixão
Jamais houve outra tão sentida
Do fundo do coração
(Passou o tempo e D. Constança...)
D. Constança: Vou desistir de viver
Eu amo Pedro e Inês
Que se amam por sua vez
Vou deixar-me morrer
Inês: Ai que remorsos que eu tenho,
Ai que saudade
Eu amava Constança
Com verdadeira amizade
Rainha: Pela corte só ouço falar em traição
Rei: Vou condenar Inês à morte
Sem piedade, nem coração
Rei: Soldado leva Inês e mata-a!
(soldado leva Inês)
Raiava o sol entre as flores
No dia em que Inês morreu
Foi na Fonte dos Amores
Onde tudo aconteceu
Pedro enlouqueceu de dor
Não queria acreditar
Mataram-lhe o seu amor
Jurou que se ia vingar
Pedro: Mataram-me a minha Inês, juro vingar-me de todos que participaram na sua morte, vou mandar construir em Alcobaça os mais belos túmulos, um para Inês e outro para mim e quando eu morrer vamos ficar juntos para sempre. Mas antes disso e uma vez que Inês era minha mulher pois casamo-nos em segredo mesmo depois de morta ela será coroada e toda a gente do reino terá que se ajoelhar perante ela e chamar-lhe rainha.
E assim acaba esta história
Mesmo com um triste final
Mas fica para sempre na memória
Este amor intemporal
E agora que o fim se avizinha
Em jeito de terminar
Salvemos Inês que depois de morta foi rainha
E Pedro por tanto a amar
Esperamos que tenham gostado
A todos muito obrigado
E para sempre era uma vez
O amor de Pedro e Inês
Ceeria/2010
Para fazer uma aliança
Deu o Rei de Espanha a mão
De sua filha Constança
Veio com criadas e amas
Uma comitiva real
Com soldados, lordes e damas
Casar com D. Pedro de Portugal
Com a princesa vinha Inês
Caracóis soltos ao vento
E com as duas o revês
Um futuro de Tormento
Ao chegar a Portugal
Todo o povo em alegria
Gritava pela princesa real
Que seria rainha um dia
Tremia ansiosa a princesa
Para conhecer seu marido
Tamanha era a incerteza
De ser tirano ou um querido
D. Constança:Ai meu pai, será que ele vem?
De certo, se arrependeu!
Será que algo lhe aconteceu?
Rei de Espanha: Minha filha, tem calma,
ele foi teu prometido,
De certo não se terá esquecido!
Lá vem ele!
Rei de Portugal: Sê bem vinda minha futura nora.
Rainha: Espero que sejas feliz como rainha de Portugal e que
Me dês muitos netos.
D. Constança: Obrigado meu sogro. Espero estar a altura de
Tamanho cargo, prometo honrar meu marido e dar –
Vos muitos netos.
D. Pedro: (Dirigindo-se a Inês) E vós quem sois?
O que vos traz a esta reino?
D. Inês: Sou Inês de Castro, senhor e venho acompanhar D.
Constança. Fomos criadas juntas e somos como irmãs.
Rainha: Pois que sejam bem vindos a este reino.
Rei de Portugal: Que tragam
Paz e amor a este povo.
Mas ironia da vida
Ou do destino talvez
Ficou Pedro apaixonado
Não por Constança mas por Inês
Quando o rei se apercebeu
Do que estava a acontecer
Mandou Inês para longe
Foi para Coimbra viver
Rei de Portugal: Soldado, leva Inês para bem longe,
Rainha: Não a queremos voltar a ver.
Soldado: Sim, meus senhores.
Inês junto com seus filhos
Em Coimbra sossegada
Vivia à espera de Pedro
Que sempre a visitava
Viviam um amor proibido
Uma grande e louca paixão
Jamais houve outra tão sentida
Do fundo do coração
(Passou o tempo e D. Constança...)
D. Constança: Vou desistir de viver
Eu amo Pedro e Inês
Que se amam por sua vez
Vou deixar-me morrer
Inês: Ai que remorsos que eu tenho,
Ai que saudade
Eu amava Constança
Com verdadeira amizade
Rainha: Pela corte só ouço falar em traição
Rei: Vou condenar Inês à morte
Sem piedade, nem coração
Rei: Soldado leva Inês e mata-a!
(soldado leva Inês)
Raiava o sol entre as flores
No dia em que Inês morreu
Foi na Fonte dos Amores
Onde tudo aconteceu
Pedro enlouqueceu de dor
Não queria acreditar
Mataram-lhe o seu amor
Jurou que se ia vingar
Pedro: Mataram-me a minha Inês, juro vingar-me de todos que participaram na sua morte, vou mandar construir em Alcobaça os mais belos túmulos, um para Inês e outro para mim e quando eu morrer vamos ficar juntos para sempre. Mas antes disso e uma vez que Inês era minha mulher pois casamo-nos em segredo mesmo depois de morta ela será coroada e toda a gente do reino terá que se ajoelhar perante ela e chamar-lhe rainha.
E assim acaba esta história
Mesmo com um triste final
Mas fica para sempre na memória
Este amor intemporal
E agora que o fim se avizinha
Em jeito de terminar
Salvemos Inês que depois de morta foi rainha
E Pedro por tanto a amar
Esperamos que tenham gostado
A todos muito obrigado
E para sempre era uma vez
O amor de Pedro e Inês
Ceeria/2010
segunda-feira, 18 de abril de 2011
domingo, 17 de abril de 2011
sábado, 9 de abril de 2011
quinta-feira, 7 de abril de 2011
quarta-feira, 6 de abril de 2011
terça-feira, 5 de abril de 2011
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Uma opera de rua
Falando em objectos com ideias próprias :)) Um espectáculo fantástico e muito completo.
Anna Venhuizen
Anna Venhuizen
domingo, 3 de abril de 2011
Só assim conseguia manter uma segura consciência de si mesmo
«Ele, Agilulfo, tinha sempre necessidade de sentir perante si as coisas como um espesso muro, ao qual contrapunha a força da sua vontade. Só assim conseguia manter uma segura consciência de si mesmo. Se, pelo contrário, o mundo que o envolvia se espumava, se tornava incerto, ambíguo, então também ele se sentia imergir na doce penumbra, e não conseguia mais fazer brotar, deste vazio, um pensamento distinto, um movimento voluntário, uma ideia fixa. Sentia-se mal: eram aqueles os momentos que tinha a sensação de que ia desaparecer. Só às custas de um supremo esforço conseguia não se dissolver. Então punha-se a contar: folhas, pedras, lanças, pinhas, qualquer coisa que estivesse à sua frente; ou a pô-las em fila, a ordená-las em quadrados ou em pirâmides. Aplicar-se a estas observações meticulosas permitia-lhe vencer o mal-estar, dominar a insatisfação, o marasmo, e encontrar a lucidez e a compostura habituais.
Assim o viu Rambaldo: com gestos medidos e rápidos, dispunha as pinhas em triângulo e somava com obstinação as pinhas dos quadrados dos catetos, confrontando-as com as do quadrado da hipotenusa. Rambaldo compreendia que tudo se processava segundo rituais, convenções, protocolos, e, debaixo disto, o que é que havia, afinal de contas? Sentia-se tomado por uma angústia indefinida, sabendo-se fora de todas estas regras do jogo...Mas então, também o querer vingar a morte de seu pai, o ardor de combater, de se alistar, entre os guerreiros de Carlos Magno, não seriam mais do que um ritual, para não desaparecer no nada? Um pouco como o tirar-e-pôr das pinhas do cavaleiro Agilulfo? Oprimido pela perturbação de tão inesperadas perguntas, o jovem Rambaldo deitou-se no chão e começou a chorar.
Sentiu qualquer coisa pousar-lhe nos cabelos, uma mão, uma mão de ferro mas leve. Agilulfo estava de joelhos diante dele.
-Que tens, rapaz? Porque choras?
Os estados de depressão, de desespero ou de furor nos outros seres humanos davam imediatamente a Agilulfo uma calma e uma segurança perfeita. O sentir-se imune à depressão e à angústia, a que estavam sujeitas as pessoas existentes, levaram-no a tomar uma atitude superior e protectora.
-Perdoai-me - disse Rambaldo -, é sem dúvida fadiga. Em toda a noite não consegui fechar os olhos e agora encontro-me desorientado. Pudesse ao menos dormir um pouco...Mas agora é dia. E vós que tendes velado, como fazeis?
-Eu ficaria perdido se adormecesse, nem que fosse por um momento - disse docemente Agilulfo -, não estaria mais em lado nenhum, perder-me-ia para sempre. Por isso eu passo bem acordado cada minuto do dia e da noite.
-Deve ser mau...
-Não! - A voz tornou-se seca e dura.
-E a vossa armadura? Nunca a tirais de cima de vós?
Tornou a murmurar:
-Não tem nada dentro. Tirar ou pôr, para mim, não tem sentido.
Rambaldo levantara a cabeça e olhava pela abertura da viseira, como se procurasse, naquela escuridão, a centelha de um olhar.
- E como pode ser?
- E como pode ser de outra maneira?
A mão de ferro da armadura branca estava pousada ainda sobre os cabelos do jovem. Rambaldo sentia-a sobre a sua cabeça, apenas como uma coisa, sem lhe comunicar qualquer calor humano, consolador ou importuno que fosse. No entanto, sentia como se lhe propagasse uma tensa obstinação.»
Assim o viu Rambaldo: com gestos medidos e rápidos, dispunha as pinhas em triângulo e somava com obstinação as pinhas dos quadrados dos catetos, confrontando-as com as do quadrado da hipotenusa. Rambaldo compreendia que tudo se processava segundo rituais, convenções, protocolos, e, debaixo disto, o que é que havia, afinal de contas? Sentia-se tomado por uma angústia indefinida, sabendo-se fora de todas estas regras do jogo...Mas então, também o querer vingar a morte de seu pai, o ardor de combater, de se alistar, entre os guerreiros de Carlos Magno, não seriam mais do que um ritual, para não desaparecer no nada? Um pouco como o tirar-e-pôr das pinhas do cavaleiro Agilulfo? Oprimido pela perturbação de tão inesperadas perguntas, o jovem Rambaldo deitou-se no chão e começou a chorar.
Sentiu qualquer coisa pousar-lhe nos cabelos, uma mão, uma mão de ferro mas leve. Agilulfo estava de joelhos diante dele.
-Que tens, rapaz? Porque choras?
Os estados de depressão, de desespero ou de furor nos outros seres humanos davam imediatamente a Agilulfo uma calma e uma segurança perfeita. O sentir-se imune à depressão e à angústia, a que estavam sujeitas as pessoas existentes, levaram-no a tomar uma atitude superior e protectora.
-Perdoai-me - disse Rambaldo -, é sem dúvida fadiga. Em toda a noite não consegui fechar os olhos e agora encontro-me desorientado. Pudesse ao menos dormir um pouco...Mas agora é dia. E vós que tendes velado, como fazeis?
-Eu ficaria perdido se adormecesse, nem que fosse por um momento - disse docemente Agilulfo -, não estaria mais em lado nenhum, perder-me-ia para sempre. Por isso eu passo bem acordado cada minuto do dia e da noite.
-Deve ser mau...
-Não! - A voz tornou-se seca e dura.
-E a vossa armadura? Nunca a tirais de cima de vós?
Tornou a murmurar:
-Não tem nada dentro. Tirar ou pôr, para mim, não tem sentido.
Rambaldo levantara a cabeça e olhava pela abertura da viseira, como se procurasse, naquela escuridão, a centelha de um olhar.
- E como pode ser?
- E como pode ser de outra maneira?
A mão de ferro da armadura branca estava pousada ainda sobre os cabelos do jovem. Rambaldo sentia-a sobre a sua cabeça, apenas como uma coisa, sem lhe comunicar qualquer calor humano, consolador ou importuno que fosse. No entanto, sentia como se lhe propagasse uma tensa obstinação.»
Italo Calvino. O Cavaleiro Inexistente. Tradução de Fernanda Ribeiro. Editorial Teorema, Lisboa, 1998. p. 27-30
* Aqui fica uma partilha de leitura, que considerei proveitosa.
Liliana Gonçalves
sábado, 2 de abril de 2011
Limit to your love
Olá!
Gostaria de, com este vídeo, me apresentar! Gosto dos objectos com ideias próprias! :)
Susana Crato
Gostaria de, com este vídeo, me apresentar! Gosto dos objectos com ideias próprias! :)
Susana Crato
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Mais um espaço de pesquisa
Olá a todos,
deixo-vos um link de um site onde poderão encontrar uma enorme variedade de propostas artísticas em diversos formatos.
Boas viagens!
Até breve
Marco Paiva
http://www.ubu.com/
deixo-vos um link de um site onde poderão encontrar uma enorme variedade de propostas artísticas em diversos formatos.
Boas viagens!
Até breve
Marco Paiva
http://www.ubu.com/
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