Em tempos que já lá vão
Para fazer uma aliança
Deu o Rei de Espanha a mão
De sua filha Constança
Veio com criadas e amas
Uma comitiva real
Com soldados, lordes e damas
Casar com D. Pedro de Portugal
Com a princesa vinha Inês
Caracóis soltos ao vento
E com as duas o revês
Um futuro de Tormento
Ao chegar a Portugal
Todo o povo em alegria
Gritava pela princesa real
Que seria rainha um dia
Tremia ansiosa a princesa
Para conhecer seu marido
Tamanha era a incerteza
De ser tirano ou um querido
D. Constança:Ai meu pai, será que ele vem?
De certo, se arrependeu!
Será que algo lhe aconteceu?
Rei de Espanha: Minha filha, tem calma,
ele foi teu prometido,
De certo não se terá esquecido!
Lá vem ele!
Rei de Portugal: Sê bem vinda minha futura nora.
Rainha: Espero que sejas feliz como rainha de Portugal e que
Me dês muitos netos.
D. Constança: Obrigado meu sogro. Espero estar a altura de
Tamanho cargo, prometo honrar meu marido e dar –
Vos muitos netos.
D. Pedro: (Dirigindo-se a Inês) E vós quem sois?
O que vos traz a esta reino?
D. Inês: Sou Inês de Castro, senhor e venho acompanhar D.
Constança. Fomos criadas juntas e somos como irmãs.
Rainha: Pois que sejam bem vindos a este reino.
Rei de Portugal: Que tragam
Paz e amor a este povo.
Mas ironia da vida
Ou do destino talvez
Ficou Pedro apaixonado
Não por Constança mas por Inês
Quando o rei se apercebeu
Do que estava a acontecer
Mandou Inês para longe
Foi para Coimbra viver
Rei de Portugal: Soldado, leva Inês para bem longe,
Rainha: Não a queremos voltar a ver.
Soldado: Sim, meus senhores.
Inês junto com seus filhos
Em Coimbra sossegada
Vivia à espera de Pedro
Que sempre a visitava
Viviam um amor proibido
Uma grande e louca paixão
Jamais houve outra tão sentida
Do fundo do coração
(Passou o tempo e D. Constança...)
D. Constança: Vou desistir de viver
Eu amo Pedro e Inês
Que se amam por sua vez
Vou deixar-me morrer
Inês: Ai que remorsos que eu tenho,
Ai que saudade
Eu amava Constança
Com verdadeira amizade
Rainha: Pela corte só ouço falar em traição
Rei: Vou condenar Inês à morte
Sem piedade, nem coração
Rei: Soldado leva Inês e mata-a!
(soldado leva Inês)
Raiava o sol entre as flores
No dia em que Inês morreu
Foi na Fonte dos Amores
Onde tudo aconteceu
Pedro enlouqueceu de dor
Não queria acreditar
Mataram-lhe o seu amor
Jurou que se ia vingar
Pedro: Mataram-me a minha Inês, juro vingar-me de todos que participaram na sua morte, vou mandar construir em Alcobaça os mais belos túmulos, um para Inês e outro para mim e quando eu morrer vamos ficar juntos para sempre. Mas antes disso e uma vez que Inês era minha mulher pois casamo-nos em segredo mesmo depois de morta ela será coroada e toda a gente do reino terá que se ajoelhar perante ela e chamar-lhe rainha.
E assim acaba esta história
Mesmo com um triste final
Mas fica para sempre na memória
Este amor intemporal
E agora que o fim se avizinha
Em jeito de terminar
Salvemos Inês que depois de morta foi rainha
E Pedro por tanto a amar
Esperamos que tenham gostado
A todos muito obrigado
E para sempre era uma vez
O amor de Pedro e Inês
Ceeria/2010
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