terça-feira, 19 de abril de 2011

Para sempre era uma vez o amor de pedro e Inês

Em tempos que já lá vão
Para fazer uma aliança
Deu o Rei de Espanha a mão
De sua filha Constança


Veio com criadas e amas
Uma comitiva real
Com soldados, lordes e damas
Casar com D. Pedro de Portugal


Com a princesa vinha Inês
Caracóis soltos ao vento
E com as duas o revês
Um futuro de Tormento


Ao chegar a Portugal
Todo o povo em alegria
Gritava pela princesa real
Que seria rainha um dia


Tremia ansiosa a princesa
Para conhecer seu marido
Tamanha era a incerteza
De ser tirano ou um querido

D. Constança:Ai meu pai, será que ele vem?
De certo, se arrependeu!
Será que algo lhe aconteceu?

Rei de Espanha: Minha filha, tem calma,
ele foi teu prometido,
De certo não se terá esquecido!
Lá vem ele!

Rei de Portugal: Sê bem vinda minha futura nora.

Rainha: Espero que sejas feliz como rainha de Portugal e que
Me dês muitos netos.

D. Constança: Obrigado meu sogro. Espero estar a altura de
Tamanho cargo, prometo honrar meu marido e dar –
Vos muitos netos.

D. Pedro: (Dirigindo-se a Inês) E vós quem sois?
O que vos traz a esta reino?

D. Inês: Sou Inês de Castro, senhor e venho acompanhar D.
Constança. Fomos criadas juntas e somos como irmãs.

Rainha: Pois que sejam bem vindos a este reino.

Rei de Portugal: Que tragam
Paz e amor a este povo.

Mas ironia da vida
Ou do destino talvez
Ficou Pedro apaixonado
Não por Constança mas por Inês


Quando o rei se apercebeu
Do que estava a acontecer
Mandou Inês para longe
Foi para Coimbra viver

Rei de Portugal: Soldado, leva Inês para bem longe,

Rainha: Não a queremos voltar a ver.

Soldado: Sim, meus senhores.


Inês junto com seus filhos
Em Coimbra sossegada
Vivia à espera de Pedro
Que sempre a visitava


Viviam um amor proibido
Uma grande e louca paixão
Jamais houve outra tão sentida
Do fundo do coração

(Passou o tempo e D. Constança...)

D. Constança: Vou desistir de viver
Eu amo Pedro e Inês
Que se amam por sua vez
Vou deixar-me morrer


Inês: Ai que remorsos que eu tenho,
Ai que saudade
Eu amava Constança
Com verdadeira amizade

Rainha: Pela corte só ouço falar em traição

Rei: Vou condenar Inês à morte
Sem piedade, nem coração

Rei: Soldado leva Inês e mata-a!

(soldado leva Inês)


Raiava o sol entre as flores
No dia em que Inês morreu
Foi na Fonte dos Amores
Onde tudo aconteceu


Pedro enlouqueceu de dor
Não queria acreditar
Mataram-lhe o seu amor
Jurou que se ia vingar


Pedro: Mataram-me a minha Inês, juro vingar-me de todos que participaram na sua morte, vou mandar construir em Alcobaça os mais belos túmulos, um para Inês e outro para mim e quando eu morrer vamos ficar juntos para sempre. Mas antes disso e uma vez que Inês era minha mulher pois casamo-nos em segredo mesmo depois de morta ela será coroada e toda a gente do reino terá que se ajoelhar perante ela e chamar-lhe rainha.


E assim acaba esta história
Mesmo com um triste final
Mas fica para sempre na memória
Este amor intemporal


E agora que o fim se avizinha
Em jeito de terminar
Salvemos Inês que depois de morta foi rainha
E Pedro por tanto a amar

Esperamos que tenham gostado
A todos muito obrigado
E para sempre era uma vez
O amor de Pedro e Inês

Ceeria/2010

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